Messaggio da inviare a presidente di Camera e Senato e al presidente della CPMI

Messaggio da inviare a presidente di Camera e Senato
e al presidente della CPMI

Dicembre 2005

Assunto: CPMI da TERRA
Queremos expressar a nossa forte preocupação diante da aprovação no dia 29 de novembro do relatório final da CPMI da Terra.
A CPMI rejeitou o relatório final apresentado pelo relator João Alfredo que denunciava a falta da Reforma agrária como responsável pela violência no campo e aprovou o relatório substitutivo, apresentado pelo Deputado Lupion, porta-voz dos ruralistas e historicamente ligado à grilagem de terras no Paraná - como diz a Comissão Pastoral da Terra do Brasil na Nota do dia 30 de novembro.
O relatório do deputado Lupion apresenta as vítimas da violência no campo como responsáveis pela mesma e qualifica as ocupações de terra, que representam no Brasil uma forma de luta social que exige a atuação da Constituição Brasileira e a implementação de um país mais democrático, como crime hediondo e ato terrorista.
A Comissão, com a aprovação deste relatório, desconhece que a Constituição, além de garantir o livre exercício reivindicatório como parte do regime democrático, em seu artigo V estabelece que as terras improdutivas devem ser desapropriadas para fins de reforma agrária.
A aprovação do relatório aconteceu no mesmo dia em que mais um trabalhador rural, Jaelson Melquíades foi assassinado em Alagoas. A CPT fala de 36 assassinatos de trabalhadores rurais ou de pessoas que os apoiam, somente neste ano, e de 170 pessoas que vivem sob ameaças de morte.
A aprovação do relatório de Lupion consagra a prática da violência de quem historicamente se considera dono e senhor das terras e da vida e os isenta de qualquer responsabilidade.
Temos confiança que o parlamento saberá reconhecer o papel profundamente democrático daqueles que lutam pela reforma agrária e que favoreça a sua realização de modo a valorizar o sacrifício de centenas de pessoas que, como Irmã Dorothy Stang, deram a vida por este objetivo.
Chamar de terroristas aqueles que lutam pela reforma agrária significa aniquilar mais uma vez os 1.349 mortos dos últimos vinte anos e premiar os assassinos, que já gozam de uma impunidade quase que absoluta.

firma,


Traduzione del testo
Vogliamo esprimere la nostra forte preoccupazione di fronte all'approvazione il 29 novembre della relazione finale della CPMI della Terra.
La CPMI ha respinto la relazione finale presentata dal relatore Joao Alfredo che denunciava la mancanza della riforma agraria come responsabile della violenza nelle campagne e ha approvato la relazione sostitutiva, presentata dal deputato Lupion, portavoce dei ruralisti e storicamente legado all'appropriazione indebita di terre nel Parana - come dice la Commissione Pastorale della terra nella Nota del giorno 30 novembre.
La relazione del deputato Lupion presenta le vittime della violenza nelle campagne come responsabili di questa e definisce le occupazioni di terra, che rappresentano in Brasile una forma di lotta sociale per l'attuazione della costituzione e per la realizzazione di un paese più democratico, come crimine odioso e atto terroristico.
La commissione, con l'approvazione di questa relazione non riconosce che la Costituzione, oltre a garantire il libero esercizio di rivendicazione come parte del regime democratico, nell'articolo V stabilisce che le terre improduttive devono essere espropriate per realizzare la riforma agraria.
L'approvazione della relazione è avvenuta nello stesso giorno nel quale un altro lavoratore rurale, Jaelson Melquiades, è stato assassinato in Alagoas. La CPT parla di 36 morti tra lavoratori rurali e persone che li appoggiano, durante quest'anno e di 170 persone che vivono sotto minaccia di morte.
L'approvazione della relazione Lupion consacra la pratica della violenza di chi storicamente si considera "padrone e signore" delle terre e della vita e li esenta da qualsiasi responsabilità.
Auspichiamo che il parlamento riconosca il ruolo profondamente democratico di chi lotta per la riforma agraria e voglia, favorendo la sua realizzazione, dare valore al sacrificio delle centinaia di persone che, come Irma Dorothy Stang, hanno dato la vita per questo obiettivo.
Chiamare terroristi quelli che lottano per la riforma agraria è uccidere ancora una volta i 1349 morti negli ultimi venti anni e premiare gli assassini che già godono di una quasi assoluta impunità.

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