Incontro con Josè Graziano, direttore Fao, di un gruppo di Amig@s MST-Italia

Il giorno 28 maggio un gruppo di Amig@s MST-Italia ha incontrato il direttore generale della FAO Josè Graziano per consegnargli un regalo del Movimento Senza Terra, un manifesto con l’immagine del padre di Graziano, Josè Gomes da Silva, che è stato un grande sostenitore della riforma agraria in Brasile e al quale il MST ha intitolato una scuola.

Di seguito il comunicato relativo all’incontro diffuso dalla FAO (in spagnolo) e il discorso pronunciato da Marta Gomes da Silva a nome di Amig@s (in portoghese).
 

Fotografia dell'incontro
 



COMUNICATO STAMPA FAO

El Director General de la FAO se reunió en Roma con representantes del Movimiento de los Sin Tierra (MST).

28 de mayo, Roma. El Director General de la FAO, José Graziano da Silva, recibió esta mañana la visita de una representación del Comité italiano de Apoyo al MST y de la Asociación Amig@s MST-Italia en la sede de la Organización en Roma.
Los simpatizantes del movimiento en Italia entregaron al Director General una fotografía de su padre, José Gomes da Silva, como homenaje por la labor de éste en la reforma de la política agraria en Brasil, y lo describieron como "un ejemplo y patrimonio de todos los que creen en la importancia de la lucha por una sociedad más igualitaria".

El Director General, por su parte, destacó la importancia de la participación de los movimientos sociales en el debate global sobre agricultura y seguridad alimentaria y recordó las decisiones alcanzadas recientemente por el Comité de Seguridad Alimentaria Mundial (CFS por sus siglas en inglés) con respecto a las Directrices voluntarias sobre la gobernanza responsable de la tenencia de la tierra, la pesca y los bosques en el contexto de la seguridad alimentaria nacional.

El objetivo de esta reforma es conseguir que el CFS se posicione como la principal plataforma inclusiva internacional e intergubernamental dedicada a la seguridad alimentaria y la nutrición, en la que se escuchen todas las voces implicadas en el debate sobre las políticas de agricultura y alimentación, como la sociedad civil, el sector privado, o los gobiernos. En este sentido, Graziano da Silva destacó la importancia para la FAO de que la próxima Conferencia de las Naciones Unidas sobre Desarrollo Sostenible, Rio +20, sea el punto de partida para una agenda futura más inclusiva.

Como agradecimiento por su homenaje, Graziano da Silva entregó a los representantes del MST un ejemplar de la publicación de la FAO "Ahorrar para crecer", que trata uno de los temas estratégicos de la FAO para el nuevo milenio, la intensificación sostenible de la producción agrícola en pequeña escala."


 

fotografia dell'incotro



DISCORSO PRONUNCIATO DA MARTA GOMEZ IN NOME DI AMIG@S MST-ITALIA


Estimado Jose’ Graciano,
Começamos pela apresentaçao.
Em janeiro de 1997 nasce O COMITÉ DE APOIO AO MST de Roma, com o objetivo de difundir informações sobre o Movimento dos trabalhadores rurais Sem Terra através de campanhas de denúncia contra as violências sofridas pelos que lutam contra o latifúndio no Brasil e também de apoio e divulgação de projetos a favor da reforma agrária.
Em 2004 o Comité contribuiu na fundação da ASSOCIAÇÃO AMIG@S MST-ITÁLIA, cujo objetivo é reunir grupos e pessoas que, há anos, trabalham ao lado do MST brasileiro, assim como manter contato com todos os grupos que, na Itália e na Europa, apoiam o movimento.
O que nos une, essencialmente, é um grande amor pelo Brasil, sua cultura, seu meio-ambiente, sua gente, seus movimentos sociais e alguns intelectuais que foram e ainda hoje continuam a ser os nossos mais importantes pontos de referência.
Seguimos com grande participação o que acontece no País e, em modo particular, no que se relaciona ao Movimento Sem Terra, mesmo porque acreditamos profundamente na importância da solidariedade internacional como instrumento de transformação social.
Estamos certos que, de fato, em um mundo globalizado e interconexo como o nosso, as lutas dos camponeses brasileiros pelo direito à terra e pela soberania alimentar são também as mesmas nossas lutas por um mundo mais justo.
Estamos aqui, hoje, para fazer uma homenagem a José Gomes da Silva, importante ponto de referência para todos os que se interessam por questões fundiárias e de justiça social. O Movimento Sem Terra nos ensinou a admirar a pessoa, mas também suas lutas políticas e sociais. Primeiro, fundador do Abra, depois, presidente do Incra, José Gomes da Silva sempre lutou pela realização de uma reforma agrária capaz de garantir uma justa distribuição da terra no Brasil. O primeiro Plano Nacional de Reforma Agrária brasileiro de 1985 traz a sua assinatura, e previa o assentamento de 1.400.000 pessoas. Este plano, infelizmente, nunca foi atuado, pois se embateu contra a lógica e contra os enormes interesses daquele agro-negócio que, ainda hoje, nega a milhões de camponeses o direito fundamental à terra.
José Gomes da Silva é, portanto, um exemplo para todos nós e patrimônio daqueles que, no mundo, acreditam na importância da luta por uma sociedade mais igualitária. Por tudo isso o Movimento Sem Terra deu seu nome a uma importante escola de formação agro-ecológica no estado do Paraná.
Estamos felizes por encontrá-lo nos primeiros meses de seu encargo de diretor geral da Fao. Sua história e suas idéias deram-nos a esperança de que um importante organismo internacional como a Fao possa, finalmente, desempenhar um papel decisivo nos campos da segurança e da soberania alimentar.
Recordamos algumas das palavras que lhe foram dedicadas por Frei Betto no livro "Calendário do Poder": "Graciano tem dedicado sua vida a entender as desigualdades sociais e regionais do Brasil, a decifrar a dinâmica econômica perversa à qual elas estão atadas; a buscar no conhecimento e na ação política as alternativas para construir um Brasil único de todos os brasileiros. Uma nação distinta do apartheid que nos violenta e nos humilha perante o futuro e a civilização. Essa tem sido a sua ética e a sua prática".
Algumas de suas primeiras declarações pareceram-nos particularmente significativas: compartilhamos plenamente sua posição em relação à valorização da pequena agricultura e da produção local contrapostas ao modelo agro-exportador, bem como a consideração que a agricultura familiar deva ser vista como parte da solução dos problemas que afligem as nossas sociedades, principalmente o do aquecimento climático.
Nosso desejo, por tudo isso, è que sua presença em uma função tão central como a de Diretor Geral da FAO possa contribuir para pôr a questão do direito à terra ao centro das agendas políticas internacionais. Diante de fenômenos como os do land grabbing, a adoção de medidas dirigidas a uma gestão sustentável e a uma équa distribuição de reservas naturais como terra e água, como o Senhor mesmo havia afirmado, torna-se cada vez mais urgente, se quisermos garantir a segurança e a soberania alimentar dos povos.
Nessa direçao, temos olhado com muito interesse e esperança as novas diretrizes voluntarias sobre o acesso à terra aprovadas ha poucos dias
Em nome do MST e nosso lhe desejamos um proficuo trabalho nos proximos anos da direçao da FAO



 fotografia dell'incontro