Ripubblicizzare le terre invase dalla Cutrale (24/8/2011)

  • Il MST promuove una campagna per ripubblicizzare le aree della Cutrale e mette in rete un messaggio che si può inviare  per e-mail  al Presidente del Tribunale per la giustizia federale di San Paolo (In basso)
  • Il MST lotta perché vengano ripubblicizzate le terre di cui indebitamente si è appropriata la Cutrale nel comune di Iaras, nella regione di Bauru, nello stato di SP, dal 1995. 
  • Due anni fa è stata realizzata una protesta nell’area usurpata dalla Cutrale. Al tempo dell’occupazione, il clima era avvelenato dalla disputa elettorale, oltre alla influenza esercitata da una impresa legata alla Coca Cola.
  • L’occupazione del MST è stata demonizzata da tutti i mezzi di comunicazione, che nascosero la questione principale: l’area occupata appartiene allo Stato Federale e la Cutrale è una impresa che ha utilizzato l’antico procedimento della appropriazione indebita di terre per alimentare l’impero del succo d’arancia. 
  • La Cutrale ha acquistato la fazenda da una persona che se n’era appropriata attraverso il grilagem e ci ha installato una piantagione di alberi di arancio. Nei negoziati con l’Incra ha ammesso che l’origine della proprietà è irregolare e ha promesso di dare un’altra area per l’insediamento delle famiglie senza terra. Ma poi non ha rispettato l’accordo. 
  • Il 22 agosto, famiglie di lavoratori Senza Terra sono tornati ad occupare per alcuni giorni l’area per denunciare la paralisi della Riforma Agraria e fare pressione sulla Cutrale, il governo federale e il Potere Giudiziario perché le aree vengano ripubblicizzate
  • L’Incra ha avviato una azione presso la Giustizia federale contro la Cutrale e chiede la restituzione dell’area. Ma la Giustizia non è così rapida nel decidere la ripubblicizzazione di una fazenda sotto il controllo di una grande impresa come invece per far sgomberare lavoratori senza terra.  La Cutrale, tra l’altro usa senza controlli ogni specie di veleni, causando l’inquinamento delle acque dei fiumi e in particolare inquinando la falda freatica che alimenta  l’ Aqüífero Guarani.
  • Mandate i messaggi alle autorità brasiliane
  • Partecipate, contiamo sul vostro appoggio (Segreteria Generale MT)
  •  
  • Potete copiare il modello di messaggio da inviare per e-mail al Tribunale di Giustizia Federale di   São Paulo.
  •  
  •  
  •  EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR FEDERAL PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DA 3ª REGIÃO,
  •  
  • Presidente do Tribunal Regional 3 
  • Dr. Roberto Hadad
  • presidencia@trf3.jus.br
  •  
  •  
  • NÓS, abaixo-assinados, amig@s do povo brasileiro preocupados com o uso irregular de Fazenda Santo Henrique, situada no município de Borebi, Estado de São Paulo, vimos, por meio desta se MANIFESTAR, requerendo desde logo seja esta manifestação encaminhada e juntada aos autos dos processos nºs 2006.61.25.002729-1, e 2009.61.08.004471-6, ações promovidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, conta a  SUCOCÍTRICO CUTRALE LTDA, com endereços nos municípios de Araraquara/SP, na Avenida PE. Jose de Anchieta, 470, ou Avaré/SP, na Avenida Prefeito Paulo Novaes, 61, Jardim América,  que ilegalmente usa a área localizada no município de Borebi, Fazenda Santo Henrique, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.
  • 1. A CUTRALE, conforme é de conhecimento público na região onde está instalada, e conforme os documentos juntados pelo INCRA nas ações acima indicadas, usa ilegalmente as terras localizadas no município de Borebi, Fazenda Santo Henrique.
  • 2. A terras pertencem à UNIÃO, e de acordo com o artigo 188, da Constituição Federal, as terras devem ser destinadas ao Programa Nacional de Reforma Agrária.
  • 3. Vale registrar ainda, que, não fosse apenas o uso ilegal das terras, também a CUTRALE usa em larga escala, sem o devido controle, toda espécie de venenos, pesticidas e agrotóxicos, causando poluição das águas, rios, e especialmente poluindo o lençol freático que abastece o Aqüífero Guarani.
  • 4. Sendo terras públicas, não pode ser outro o destino, que não o assentamento de trabalhadores rurais sem terra.
  • 5. As terras que a CUTRALE usa pertencem ao Núcleo Colonial Monções, criado a partir do ano de 1909, quando a União adquiriu, no Estado de São Paulo, terras para assentamento de colonos que estavam sendo deslocados para o nosso País.
  • 6. Diversos documentos públicos e estudos de especialistas na área indicam que a Fazenda Santo Henrique, hoje ocupada ilegalmente pela CUTRALE, pertence à UNIÃO. O estudo da cadeia dominial, os mapas, e os documentos públicos juntados nos processos indicados nesta manifestação, apontam que as alegações da CUTRALE não resistem à análise da cadeia dominial.
  • 7. Portanto, os abaixo-assinados, preocupados com o uso das terras da União, vêm, respeitosamente, à presença de V. Exa. para requerer especial atenção aos autos dos processos nºs 2006.61.25.002729-1, e 2009.61.08.004471-6, promovidos pelo INCRA contra a CUTRALE, esperando que a Justiça prevaleça sobre os interesses econômicos.
  •  
  •  
  •  
  • NOME RG         Entidade/Municipio
  •  
  •  
  •  
  •